
[Linhas: Foto de Inês Ramos]
Linhas, um mar de linhas marulha na palma da minha mão. E em cada uma delas uma intersecção, um cruzamento, um mapa-mundo da minha existência, inscrito, por escrever, reescrever com a tinta do porvir. De onde vim? Para onde vou? Quem sou? Quem serei? Perguntas. Tudo são perguntas enclavinhadas na palma da minha mão.
E nesta mesa que é a minha mão jogo as cartas que o Acaso me dispensou. Boas, más, fará mesmo diferença? É quem as joga e como as joga que dita o rumo do jogo. E o jogo são linhas que se cruzam e recruzam até alcançarem a linha onde todas as linhas convergem. A linha das linhas. A linha que saltará da palma da mão para a mesa do destino.
















