[Arik Brauer: Baumseele (alma de árvore)]vagueia o Eco
das formas antigas e distantes
para pousar sobre o Sopro
a languidez dos dias
a plenitude da ambiguidade estrelar
*_*
noctívagos pensamentos
que urde o arco do destino
sem manhãs nem auroras brancas
tão presentes no coração do caminhante
que sofre a consciência da sua cegueira
mas que, ainda assim, caminha
sempre certo de ir ao encontro da incerteza
*_*
que promessa jaz
inquieta e distante do porvir?
que estio se levanta
da fronte da pedra mansa?
antecipo o lume
como quem antecipa a sede
e rogo às estrelas o fulgir eterno
*_*
oh, tu, Esperança
que temes em desfraldar as tuas velas
por que vagueias sem rumo?
se conheces o caminho da tua Ítaca
por que persistes em trilhar rotas olvidadas?
se as estrelas te conduzem ao porto da Eternidade