
Longínquo…
Chama translucida, água de pedra
onde os seres se ausentam das formas
onde as formas lutam por um molde
Uma voz distante propaga-se
Silêncio
escuridão e luz dançam em labareda
sincronia da vontade dos deuses de abalar
a desconhecida verdade, mutável
imutável na sua essência de flor
murmúrio do ínfimo que é universo
a exalar sonhos, matéria prima
de um equilíbrio caótico e revelador
que se alimenta do desejo ignoto de existir,
Ser, lugares de tristeza feliz e límpida
onde tudo acontece e nada principia
na nervura errante da primeira lágrima, o toque
longínquo, dentro e fora do impulso primordial
dentro e fora das simetrias da arquitetura do visível
















