O teu nome despede-se da minha boca
como as folhas do plátano se despedem do Inverno.
Um remoinho de vento leva-te para longe
na ondulação do fim, nas suas asas cor de terra
e a infância que outrora paristes recolheu-se
onde nem o fogo consegue atear a sua mocidade.
Deixastes-me tudo, ou quase
doces momentos ainda juncam a minha memória
e lembram-te com um sabor a sal
uma espuma, tão leve e tão frágil
que se esvai
ao sabor do vento, rente ao luar, imaginando-te
colada aos meus braços, cinza de Verão a sobrevoar o meu
peito.

















